Banco de Germoplasma busca o desenvolvimento sustentável da pecuária no Norte de Minas

Banco de Germoplasma busca o desenvolvimento sustentável da pecuária no Norte de Minas

Espaço tem como propósito fortalecer as pesquisas com a palma forrageira, que é fonte de água e energia para o rebanho e se adapta a longos períodos de estiagem

O Governo de Minas Gerais, por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) mantém, em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), um Banco de Germoplasma, com 25 variedades de Palma Forrageira. A unidade está instalada no Campo Experimental Gorutuba, em Nova Porteirinha (Território Norte), desde fevereiro, com o objetivo de garantir o desenvolvimento sustentável da pecuária na região. 

Nesse contexto, a Palma Forrageira surge como uma alternativa para alimentação do gado e manutenção do sistema pecuário no semiárido. Em períodos de secas, seu mecanismo fisiológico permite o cultivo em regiões de extrema sequidão. Por isso, pode ser uma saída para os produtores que sofrem com prolongadas estiagens e baixa disponibilidade de forragens.

De acordo com a chefe geral da Epamig Norte, Polyanna Oliveira, o apoio do Instituto Agronômico de Pernambuco vem contribuir para a intensificação das pesquisas com a Palma na região. “A parceria com o IPA representa uma possibilidade de grande avanço na propagação dessa cultura no semiárido mineiro", afirma.

Também está em processo de implantação a Rede Mineira de Seleção, Multiplicação e Distribuição da Palma Forrageira (Rede Palma), em parceria com EMATER-MG, IPA e Instituto Federal Baiano. Esse projeto dará a oportunidade ao produtor de multiplicar e distribuir os materiais que melhor se adaptarem à região, criando-se, assim, uma rede colaborativa para o desenvolvimento do setor pecuário. Além da Rede Palma, a Epamig irá promover a comercialização das mudas de acordo com a demanda regional.

Biotecnologia
 

Além das mudas no campo também serão conservadas mudas in vitro, no laboratório de biotecnologia (Crédito: Kellson Tolentino)

Além do Banco de Germoplasma no campo, os materiais genéticos serão conservados e multiplicados no laboratório, neste caso com mudas in vitro. Segundo a coordenadora do laboratório de biotecnologia da Epamig, Luciana Londe, as pesquisas buscam obter maior eficiência nos métodos utilizados. “As cultivares cedidas serão multiplicadas in vitro, por cultura de tecido, para garantir que cheguem ao campo com qualidade fitossanitária. O próximo passo será o estudo de multiplicação das mudas por biorreatores, tecnologia que acelera a reprodução”, explica.

Ao todo, estão implantadas 25 variedades da Palma Forrageira, que poderão ser comercializadas a partir de 2018. Já no segundo semestre de 2017, estarão disponíveis as variedades palma gigante e miúda, anteriormente implantadas.

FONTE: agenciaminas.mg.gov.br