Campanhas orientam sobre uso correto das redes de esgoto

Campanhas orientam sobre uso correto das redes de esgoto

SANEPAR, SABESP, COPASA, CAESB e muitas outras companhias estaduais de saneamento possuem campanhas e programas similares, mas a falta de conhecimento e educação sanitária de muitos consumidores geram prejuízos para populações inteiras de bairros e cidades Brasil afora

Quando pensamos em universalização do saneamento, a primeira preocupação que nos vêm à mente é a necessidade de termos água tratada e esgoto coletado e tratado. No entanto, na maioria das cidades brasileiras onde há essa infraestrutura, o problema está longe de ser resolvido. Ocorre que não basta termos coleta de esgoto e uma estação de tratamento de efluentes. É preciso que os consumidores e usuários saibam utilizar esse sistema.

Todas as concessionárias de serviços de saneamento afirmam de forma categórica: a maioria dos problemas de entupimentos, vazamentos, paralisações e extravazamentos de esgoto são causadas pelo mau uso das redes de esgotamento sanitário domésticas. Muitas pessoas jogam lixos, ligam o sistema de água pluvial de seus imóveis às redes de esgoto ou conectam suas redes de esgoto nas redes de drenagem pluvial.

Os lixos jogados nas redes de esgoto provocam entupimentos nas coletoras, danificam os equipamentos de bombeamento, prejudicam a eficiência do tratamento e provocam danos às unidades existentes.

A água pluvial ligada à rede de esgoto provoca um problema ainda mais grave: durante as chuvas o volume nas redes coletoras aumenta exponencialmente e provoca rompimento das tubulações, extravazamentos nas ruas e refluxo de esgoto nas casas nas regiões mais baixas dos bairros e cidades.

Por fim, o lançamento do esgoto nas redes de drenagem urbana provoca doenças de veiculação hídrica, mau cheiro, proliferação de insetos e roedores, além de poluir os cursos d’água com esgoto sem qualquer tratamento.

Exemplo de ações para orientar e educar as pessoas não faltam pelo país:

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) iniciou nesta semana campanha de orientação sobre o uso da rede coletora de esgoto em Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do Estado. Equipes irão visitar e orientar os clientes sobre o uso correto da rede de esgoto e verificar se as instalações hidro sanitárias foram executadas adequadamente e se o esgoto está sendo lançado corretamente nas redes coletoras.

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) realiza campanha em Belo Horizonte e Contagem (região da Lagoa da Pampulha, principalmente) para identificar e eliminar lançamento de esgotos clandestinos e ilegais de imóveis em redes pluviais e em córregos.

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB) realiza neste mês teste de fumaça nos imóveis da região do Jardim Botânico, Granja do Torto e Quintas do Sol com objetivo principal de identificar lançamentos irregulares de água de chuva nas redes de esgoto e vice versa. Na região, vem ocorrendo frequentes extravasamentos de esgoto em ruas e casas.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) em parceria com a Prefeitura de Hortolândia realiza campanha educativa para que os consumidores conectem seus imóveis às redes coletoras disponíveis e regularizem suas instalações internas de forma a eliminar o lançamento de água de chuva nas redes de esgoto. No mesmo sentido, a SABESP e o Tribunal de Justiça realizam mutirão de conciliação em São Paulo para negociar a conexão do esgotamento sanitário de imóveis próximos ao rio Tietê às redes disponíveis na região.

Devemos cobrar das empresas de saneamento a prestação de serviços de qualidade e a ampliação da cobertura com esgotamento sanitário no maior número possível de municípios. Mas precisamos fazer nossa parte e usar de forma correta as redes de esgoto disponíveis. Enquanto não nos educarmos, os benefícios que populações de bairros e cidades poderiam usufruir com coleta e tratamento de esgotos fica prejudicado devido ao uso indevido por uns poucos que teimam em jogar lixo e água de chuva em redes feitas para receber apenas a água servida dos imóveis.

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