Lixo gera energia em Sabará

Lixo gera energia em Sabará

Produção vai evitar emissão de gases equivalente a 180 mil automóveis por ano

Com capacidade de geração de energia suficiente para abastecer uma cidade do porte de Diamantina, foi inaugurada nessa quinta-feira (14), no aterro sanitário de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, a usina de biogás da Asja Brasil. “É a nossa maior e mais moderna usina no Estado”, destacou o gerente técnico da empresa, o italiano Giuseppe Di Natale.

O investimento total no projeto da Asja, tanto para a fase de produção como para a operação da planta, supera R$ 20 milhões. Há outras duas usinas em Minas Gerais – em Belo Horizonte e em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

A unidade tem potência instalada de 5, 7 megawatts (MW) e foi planejada e construída pela Asja em parceria com a Macaúbas Meio Ambiente S.A, empresa que pertence à Vital Engenharia Ambiental.

A planta utiliza o biogás produzido pela fermentação anaeróbica dos resíduos no aterro sanitário como combustível para alimentar quatro motores capazes de gerar 46 mil MW-h de energia elétrica por ano. Além de produzir energia renovável, o gerente ressaltou que a usina evita a emissão de gases poluentes e com mau cheiro na atmosfera.

A estimativa da empresa é que, a cada ano, a unidade evitará a emissão de 380 mil toneladas de CO2, o que equivale à emissão de 180 mil automóveis no período.

Os testes da unidade de Sabará começaram em junho. A energia gerada vai para a rede de distribuição elétrica da Cemig.

O aterro sanitário de Sabará ocupa uma área de cerca de 1 milhão de m². Entrou em operação em novembro de 2005 e recebe resíduos sólidos urbanos de Sabará, de Belo Horizonte e região metropolitana. Até hoje já foram acumulados no local 12 milhões de m³ de resíduos sólidos urbanos que, fermentando, produzem o biogás – composto por cerca de 60% de metano. O gás metano causa danos ao meio ambiente, com potencial de provocar aquecimento global 25 vezes maior que o do dióxido de carbono.

O empreendimento tem uma rede de captação no aterro de 110 poços verticais. Por ser totalmente automatizada, a nova usina de Sabará tem apenas quatro funcionários.

FONTE: JORNAL O TEMPO