Serra do Cipó: Secretaria investiga possível dano após barragem se romper

Serra do Cipó: Secretaria investiga possível dano após barragem se romper

Neste sábado, uma equipe irá até o rio Picão, que teria sido atingido pela água, para apurar as possíveis causas do acidente

 
Um rompimento de barragem em Morro do Pilar, na Serra do Cipó, na região Central de Minas, está sendo investigado pelo Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Hoje, uma equipe irá até o rio Picão, que teria sido atingido pela lama, para apurar as possíveis causas do acidente e avaliar se houve dano ambiental no corpo d’água, que faz parte da Bacia Hidrográfica do Rio Doce.

Segundo o vice-prefeito de Morro do Pilar, João Rodrigues, o rompimento foi em uma fazenda particular da região. Ele explicou que a barragem que cedeu é apenas de água, de pequeno porte, e sem rejeitos de minério. “É um lago que o pessoal usa para criar peixe, uma coisa pequena. Não tem contaminação, e, tirando a turbidez da água do rio, não traz muito problema”, disse.

Moradores do município ouvidos na noite desta sexta-feira (5) pela reportagem de O TEMPO confirmaram que as águas do rio e da cachoeira do Lajeado, principal atração turística local, estavam turvas. Um dos entrevistados, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que os moradores da cidade nem sequer souberam do acidente. “Hoje mesmo eu vi a água do rio turva, mas ninguém ficou sabendo o que aconteceu. Esse caso não teve nenhum comentário por aqui, ninguém falou nada sobre isso”, afirmou.

O rio Picão é um sub-afluente do rio Doce, que foi atingido em novembro de 2015 pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Semad afirmou que uma apuração prévia do NEA descartou o rompimento das barragens de mineração da região. No município vizinho de Conceição do Mato Dentro, a mineradora Anglo American mantém uma operação de extração de minério de ferro e uma barragem, que faz parte do complexo Minas-Rio e armazena cerca de 15 milhões de m³ de rejeitos e água.
 
FONTE: www.otempo.com.br